A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro do Ibirapuera, foi a primeira de São Paulo a homenagear a padroeira do Brasil. Mesmo com o nome escolhido, não havia uma imagem para ser exposta no altar. Certa noite, Antonieta Loureiro teve um sonho: uma amiga doaria uma réplica da santa. Dois dias depois, ela recebeu a visita de Constança Marcondes de Almeida. Ela contou que para cumprir uma promessa foi à Aparecida do Norte e comprou uma imagem para ser colocada na Igreja de Santa Cecília, que não possuía o altar da santa brasileira. Mas o pároco da época não quis aceitar a oferenda e cedeu a uma família piedosa. Após resgatar a réplica, ela permaneceu na casa da família Loureiro. Antes mesmo de a imagem ser colocada no altar, ela fez parte de uma das maiores procissões de São Paulo.Em 1932, a capital paulista era palco de um conflito político: Revolução Constitucionalista. A luta pela democracia custou muitas vidas e muito sofrimento. Após dois meses, ainda com o quadro desfavorável, o arcebispo D. Duarte convocou uma grandiosa manifestação pela paz. A imagem doada por Constança percorreu algumas ruas da cidade até permanecer no altar-mor da igreja de Moema. O atual templo de estilo romano possui belos vitrais e 25 afrescos pintados pelo italiano Bruno Di Justi. Ao todo são celebradas 23 missas durante a semana e aos sábados e domingos nove.

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